INFORME TÉCNICO
IRRIGAÇÃO EM GOTAS
José Giacoia Neto | (34) 3212-8484
• giacoia@attglobal.net
 
Irrigação de Campos de Golfe

A o iniciar a redação deste artigo, me veio à lembrança o período em que comecei a trabalhar com projetos de irrigação. Naquela época de “calouro” na profissão, eu iniciei a árdua luta de aprender que a irrigação de jardins é completamente diferente da irrigação agrícola. Depois de alguns anos, comecei a ter a atenção focada para a irrigação de campos de golfe. Iniciei uma pesquisa (não havia internet ainda) e, na primeira oportunidade de contato com o assunto e com pessoas da área, recebi meu primeiro “balde” de água fria de um gerente da Rain Bird: “O fato de você ser um bom técnico em paisagismo e agricultura, não significa nada em termos de irrigação de campos de golfe, pois é completamente diferente!”. Naquele momento, fiquei até com raiva e interpretei o comentário como uma esnobação e uma negativa de desejo que eu entrasse neste mercado.

Depois de anos, tive minha oportunidade de fazer um curso nos E.U.A. e concluí que ele tinha razão: irrigação de campos de golfe é um segmento completamente diferente de qualquer outro da área de irrigação. Até mesmo a hidráulica é diferente. Temos vários “loopings”, como a concepção de setores, a dinâmica da água multidirecional, etc. É na irrigação de golfe onde encontramos o maior nível de automação disponível, como também os aspersores dotados de mais detalhes e tecnologia.

Temos também poucos fabricantes no mundo. Os profissionais possuem catálogos específicos para produtos de Golfe a fim de realçar a diferença entre os equipamentos a serem utilizados. O ideal é que a rede hidráulica seja feita em PAD ou PEAD (Polietileno de alta densidade), devido à dinâmica da água em direções aleatórias e às diferenças de vazão. A rede é mantida sempre cheia e pressurizada e vazamentos não são permitidos, o queé facilmente alcançado pelas conexões em PAD. Logicamente, existe a utilização de PVC em alguns casos e nos E.U.A. ainda continuam utilizando PVC, porém uma série específica que não possuímos no Brasil.

Bombeamento

As bombas utilizadas são, preferencialmente, de rotação variável, o que permite alcançar rendimentos na ordem de 85% (nas convencionais, o rendimento máximo encontrado é de 45% a 50%).
O bombeamento tem que ser, neste caso, sofisticado e inteligente. Usamos os termos “estação de bombeamento”, quando temos um projeto integrado de quadro, bombas centrífugas verticais e bomba joker (ou tanque de pressurização), que tem a função de manter a rede cheia e pressurizada.

A velocidade de rotação das bombas é variável. A oscilação de vazão vai de uma mangueira ligada para uma irrigação local e/ou um tratamento específico em um Green, ou ainda na capacidade máxima
de operação. Estas bombas podem ser monitoradas pelo computador e chegam a emitir relatórios e gráficos diversos, tais como de bombeamento e consumo.

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